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Semana 30

Semana 30: o feto se acomoda na posição de nascimento

O feto tende a se posicionar com a cabeça para baixo, sentidos amadurecem e o fígado, estômago e intestino assumem funções progressivas.

O bebê

Na trigésima semana, o feto começa a se acomodar na posição que costuma ter ao nascer — na maioria dos casos, cefálica (cabeça para baixo) —, embora a posição ainda possa mudar até o parto. Algumas apresentações (pélvica, transversa) podem persistir por espaço, forma do útero ou outros fatores; a conduta é com a equipe.

Movimentos são enérgicos, sobretudo com as extremidades. Fígado, estômago e intestino assumem funções progressivas; o feto deglute líquido amniótico, exercitando o tubo digestivo.

O paladar diferencia sabores doces e salgados. A audição amadurece: sons graves, como o batimento cardíaco materno, são captados melhor e tendem a acompanhar até o fim da gestação — e, depois do nascimento, podem ter efeito calmante.

Faltando cerca de dez semanas para a data prevista, o crescimento e a maturação seguem ritmo intenso. Entre 25 e 32 semanas, a Caderneta descreve 34–43 cm e 1–2 kg no intervalo; a 30ª semana costuma estar na parte mais alta dessas medidas de referência.

A mãe

O útero cresce e a pelve se prepara de forma gradual para o parto. Chutes fortes no fígado, diafragma ou bexiga podem incomodar; azia e gases ficam mais frequentes — alimentação em porções menores costuma aliviar mais que refeições grandes.

Na ausência de complicações, esta fase é de consulta quinzenal — a cada 2 semanas — até a 36ª semana. É a programação mínima da Caderneta Brasileira da Gestante: mensais até 28 semanas, quinzenais da 28ª à 36ª semana e semanais a partir da 36ª, até o parto (a variação local pode existir).

Pode ser um bom momento para organizar o curso pré-natal ou as aulas da maternidade: respiração, dúvidas sobre parto, puerpério e amamentação.

Sinais que exigem contato com a equipe sem esperar a próxima consulta:

  • contrações regulares e doloridas;
  • sangramento;
  • perda de líquido;
  • redução importante ou ausência de movimentos;
  • dor de cabeça forte, inchaço súbito de rosto/mãos, alteração visual, dor epigástrica intensa.

Autocuidado: pausas, hidratação, alimentação variada e presença nas consultas.

Fontes