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Semana 28

Semana 28: início do terceiro trimestre e reconhecimento da voz materna

Gordura arredonda o corpo, o cérebro ganha sulcos e giros, padrões de sono se estabelecem e o feto já identifica a voz da mãe.

O bebê

A vigésima oitava semana costuma marcar o início do terceiro trimestre na rotina clínica (a Caderneta organiza o 3º trimestre a partir de 28 semanas).

Gordura sob a pele deixa o feto mais arredondado. O sistema nervoso central segue em maturação: o cérebro ganha peso e a superfície apresenta sulcos e giros, não mais lisa. Padrões de sono e de atividade se estabelecem.

O feto já é capaz de identificar a voz materna; os olhos são sensíveis à luz, embora percepção de cores e formas se complete depois do nascimento. Termorregulação amadurece. Movimentos são mais fortes e frequentes. A pele se engrossa e se protege com vérnix caseoso.

Entre 25 e 32 semanas, a Caderneta descreve cerca de 34 a 43 cm e 1 a 2 kg; a 28ª semana se situa no meio dessa faixa, com variação entre gestantes.

A mãe

A pele do abdômen cresce e pode coçar. Dores lombares e pélvicas acompanham o crescimento uterino. Insônia é frequente — por hormônios, movimentos fetais e desconforto postural —; sonhos vívidos e pernas inquietas (formigamento e vontade de mover as pernas) também podem aparecer.

Hábitos de sono e queixas persistentes devem ser levados à consulta: distúrbios do sono na gestação merecem atenção da equipe, não automedicação com calmantes.

Do ponto de vista do pré-natal:

  • ainda é possível fechar exames do 2º trimestre se pendentes;
  • gestantes com fator Rh negativo podem receber imunoglobulina anti-D conforme protocolo (quando indicada);
  • esta semana abre a janela da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR): 1 dose, em cada gestação, a partir da 28ª semana — pelo calendário do Ministério da Saúde;
  • consultas, ausentes complicações, tendem a quinzenais até a 36ª semana (Ministério da Saúde: mensais até 28, quinzenais 28–36, semanais a partir de 36).

Inchaço no rosto ou mãos com dor de cabeça persistente, alteração visual ou dor epigástrica intensa: avaliação médica prioritária (sinais de alerta de pré-eclâmpsia).

Fontes