Semana 35
Semana 35: pulmões maduros e a última fase antes do a termo
Pele se alisa com a gordura, lanugo recua e os pulmões atingem maturidade para a respiração extrauterina — ainda que um nascimento nesta fase possa trazer dificuldade respiratória leve em alguns casos.
O bebê
Na trigésima quinta semana, a pele do feto se alisa com o depósito de gordura e o lanugo começa a cair lentamente. Prematuridade nesta semana é classificada como leve; ainda assim, um nascimento agora não é a termo completo.
A partir da 35ª semana, em geral, não se administra mais medicação de amadurecimento pulmonar por protocolo — considera-se o pulmão maduro o bastante para respirar por conta própria, embora possa haver dificuldade respiratória leve em alguns casos nas primeiras horas ou dias.
Nas últimas semanas, a mãe transmite imunidade temporária que protege o recém-nascido até as primeiras vacinas. No calendário vigente, a vacinação da gestação inclui a da gripe (1 dose por temporada) e a da covid-19 (1 dose a cada gestação); a cada gestação, também são indicadas a da coqueluche (dTpa: 1 dose a partir da 20ª semana) e a contra o vírus sincicial respiratório (VSR: 1 dose a partir da 28ª semana). Este é só um resumo: o quadro oficial traz ainda a hepatite B e a difteria/tétano, e a febre amarela — esta, apenas em situações excepcionais, após avaliação de risco-benefício pelo serviço de saúde. Se a dTpa não for aplicada durante a gravidez, ela pode ser dada no puerpério até 45 dias após o parto — quem define o momento certo é a equipe do pré-natal.
Entre 37 e 42 semanas, a Caderneta descreve 48–52 cm e 3–4 kg; a 35ª semana está a um passo desse intervalo final.
A mãe
O feto começa a se acomodar na pelve: sensação de peso pélvico, câimbras na região vaginal e mais pressão na bexiga (frequência urinária retorna, como no início). O umbigo pode projetar mais.
Contrações de Braxton-Hicks (abdômen irregular e indolor) e azia são frequentes. Evite ficar deitada de costas por muito tempo — prefira deitar de lado, para não comprimir a veia cava e evitar tontura.
Entre 35 e 37 semanas, costuma ser colhida a cultura para Streptococo do grupo B (vagina e reto): sem sintomas na maioria, mas com conduta de antibiótico no parto se positiva, para proteger o recém-nascido. Exames do 3º trimestre podem se estender até aqui.
Sinais de trabalho de parto ou de alerta: contrações regulares e crescentes, perda de líquido, sangramento, diminuição ou ausência de movimentos → avaliação médica. Perda de tampão mucoso isolada, sem sangramento intenso nem contrações, costuma não exigir pronto-socorro imediato — mas dúvida sempre vale contato com a equipe.
Fontes
- Gravidez (Ministério da Saúde)
- Pré-natal (Ministério da Saúde)
- Caderneta Brasileira da Gestante (Ministério da Saúde)
- Calendário de Vacinação — Gestante (Ministério da Saúde)
- Vacina dTpa (Ministério da Saúde (PNI))
- Semana 35 da gravidez (Instituto Materno-Fetal Celso Rigo — Santa Casa de Porto Alegre)