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Semana 33

Semana 33: menos espaço e mais maturação cerebral

O feto costuma estar de cabeça para baixo, o cérebro segue em conexões intensas e os movimentos, embora mais limitados, continuam regulares.

O bebê

Na trigésima terceira semana, o espaço no útero diminui, mas o feto ainda pode mudar de posição — inclusive se estiver em apresentação pélvica. A posição cefálica é a mais comum nesta fase.

O cérebro segue maturando: aumento de neurônios e, sobretudo, de conexões entre eles, com atividade máxima no fim da gestação e nos primeiros anos. Períodos de sono e de vigília já se assemelham aos de um recém-nascido; em ultrassom, podem ser identificados movimentos oculares rápidos (MOR) em estágios do sono.

Gordura, pele e proporções continuam em evolução rumo ao nascimento. A Caderneta da Gestante descreve, entre 37 e 42 semanas, cerca de 48 a 52 cm e 3 a 4 kg — a 33ª semana ainda está abaixo desse patamar final, em crescimento acelerado de peso.

A mãe

Dor lombar pode se intensificar e irradiar para nádegas, coxas ou pernas (padrão de ciática por compressão do nervo, agravada pela mudança de centro de gravidade). Exercício regular e alongamento costumam ajudar; calor local e paracetamol só se a equipe de saúde orientar no seu caso.

Sintomas digestivos (azia, gases) podem aparecer ou piorar: refeições menores e redução de bebidas gaseificadas, café, chocolate e alimentos gordurosos costumam aliviar mais que regras rígidas.

Entre 33 e 37 semanas, exames do terceiro trimestre: hemograma (anemia é comum), sorologia de toxoplasmose se não imunizada, coagulação se houver planejamento de analgesia peridural. Se houver anemia, o ferro é prescrito pela equipe — dose e duração não são improvisadas.

Consultas: quinzenais até a 36ª semana. A partir da 36ª, semanal até o parto, conforme rotina do Ministério da Saúde.

Fontes