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Semana 18

Semana 18: movimentos fetais começam a ser mais notados

O feto faz caretas, pode escutar sons e a mãe costuma começar a perceber movimentos; ossos começam a ossificar.

O bebê

Na décima oitava semana, a musculatura facial mais desenvolvida permite caretas e bocejos. Cordas vocais e ossos do ouvido interno, ligados ao cérebro, se organizam de modo que o feto pode começar a captar sons.

O coração tem quatro câmaras e quatro válvulas; parte do sangue ainda passa pelo forame oval, abertura que se fecha ao nascimento. Pés e pernas estão moldados, com centros de ossificação — partes cartilaginosas do esqueleto se transformando em tecido ósseo.

A musculatura fica mais forte e os movimentos mais frequentes. A Caderneta e material institucional associam o início mais regular da percepção materna de movimentos por volta desta fase em muitas gestantes — com variação ampla: algumas sentem antes, outras apenas depois das 20–22 semanas.

Entre 17 e 18 semanas a Caderneta descreve 17–20 cm e 200–250 g; medidas pontuais variam entre fontes e gestantes, e a referência de escala ajuda a visualizar, sem ser medida individual.

A mãe

A 18ª semana é frequentemente citada como marco em que muitas gestantes começam a notar movimentos — como espasmos, "borboletas" ou chutes leves. Sentir ou não sentir ainda nesta semana é normal; a percepção depende de posição do feto, constituição da gestante e se é a primeira gestação.

O útero cresce em direção ao umbigo. Pode haver:

  • mais frequência urinária (compressão sobre a bexiga);
  • prisão de ventre (hormônios e crescimento uterino desaceleram o trânsito intestinal);
  • pequenas varizes ou vasinhos nas pernas;
  • apetite maior.

Fibras, líquidos e refeições mais frequentes costumam ajudar no intestino, sem automedicar laxantes. Dor intensa, sangramento ou sintomas que preocupem devem ser levados à equipe de saúde.

O ultrassom morfológico, em geral, é agendado entre 20 e 22 semanas; a anatomia já está bastante avançada, mas o exame de rotina segue a rotina local e a indicação clínica.

Fontes